Prevenindo a Gravidez com DIU Mirena

 

Antes de terminar a saga pra decidir se queria ou não ser mãe, acompanhe aqui: Quando eu quis ser mãe , eu resolvi usar o DIU de Mirena como método contraceptivo, porque evitar uma gestação não planejada faz parte do preparo para receber bem a concepção de um filho, e poder ter uma gestação tranquila. Mas por mais simples que pareça optar por este método, não foi uma coisa fácil!

Quando eu era adolescente, eu tinha sérios problemas com a bendita cólica, fluxo intenso e ovários policísticos. Então, desde cedo comecei a usar pílula anticoncepcional. Hoje acho um absurdo médicos que receitam pílulas a torto e a direita para pacientes jovens e adolescentes sem o menor critério! Imagina para uma garota com seus 14 anos vendo a possibilidade de tomar um comprimidinho por dia e não ter uma amostra do parto mensalmente? Topo na hora, até até dois se precisar…rs E tomei, por muitos anos! As vezes dava uma pausa por conta própria, mas no total foram aproximadamente uns 10 anos tomando. Como eu não tinha acesso a plano de saúde, ia no SUS e quando eu perguntava sobre outros métodos, sempre me falavam que a pilula era o melhor método pra mim. Quando eu comecei a pagar plano de saúde, a primeira coisa que fiz foi procurar um ginecologista pra poder discutir “dignamente” a saúde íntima. Hahahaha é, foi uma piada de péssimo gosto, eu achava que o tratamento seria diferente, mas não foi. Eu sempre achei que o DIU seria a solução dos meus problemas, não precisaria ficar tomando comprimidos diariamente, teria a possibilidade de parar de menstruar – sem menstruação = sem cólica – e poderia ficar tranquila por 5 anos!

Uma das coisas que me fizeram optar pelo uso do DIU, foi a sua duração, que pra mim seria o prazo pra eu ter uma decisão definitiva em relação a maternidade, pois, ou eu tentaria engravidar quando tirasse, ou colocaria outro e não teria filhos.

Só que nenhum dos médicos que eu consultei eram a favor do DIU. Um disse que o método era falho ( e qual não é?), outro que não colocava em nulípara (mulher que nunca teve filhos), outro que não colocava em consultório, outro que colocou medo ao invés de colocar o DIU…. E assim foi. Por fim resolvi ficar com uma ginecologista que não era a favor do DIU, mas pelo menos eu gostava do atendimento dela! Uns 5 anos depois eu mudei de cidade e mudei de médico, a primeira que eu consultei, não gostei muito do atendimento e ela já foi descartando a colocação do DIU. O segundo médico que consultei, quando eu falei do meu interesse pelo método, ele disse que esta seria a melhor escolha, que se ele fosse mulher, certamente ele teria um DIU! Então a partir dai já fomos logo para os exames de colocação.

Os motivos que me levaram a escolher o DIU foram:

  • Menstruação: em alguns casos o uso do DIU suspende por completo a menstruação ou pelo menos reduz o fluxo. No meu caso reduziu consideravelmente.
  • Cólica menstrual: eu tinha cólicas fortíssimas, de melhorar apenas com medicação intravenosa, hoje sinto uma colicazinha chata, que normalmente passa com uma medicação leve, mas eu até evito, não gosto muito de tomar remédios.
  • Método contraceptivo: afinal, é pra isso que ele serve né? Mas entre os outros métodos disponíveis, ele é um dos mais seguros. Nenhum método é 100%, mas este é o que eu acho mais confiável, menos de 1 em cada 100 mulheres engravida no uso habitual. Fiz uma pesquisa em alguns grupos que participo, e apenas duas engravidaram usando o DIU, e ambas engravidaram antes dos seis primeiros meses de uso, que é o período de adaptação.
  • Periodicidade: a durabilidade do Mirena é de 5 anos, ou seja, posso passar 5 anos sem me preocupar. Este foi um ponto muito importante pra mim, pois a pilula tinha que tomar diariamente, injeção uma vez por mês, ou a cada três meses, e eu não gosto de agulhas. O de cobre dura 10 anos, mas aumenta cólica e fluxo, não é regra, mas como eu sou sortuda certamente aumentaria!
  • Hormônios: tem uma baixa dose hormonal, são liberados no útero, com ação predominantemente local, garantindo a eficácia contraceptiva, e diminuindo o risco de uma trombose, não contém estrogênio;
  • Peso: geralmente não interfere no peso, depois que eu coloquei o DIU, fiz algumas mudanças alimentares que culminou na redução de peso, então não posso atribuir ao contraceptivo;
  • Gravidez: após a retirada, a fertilidade é restabelecida, sendo possível engravidar normalmente;
  • Custo – Benefício: no meu caso o plano de saúde cobriu a colocação e o produto, então financeiramente falando saiu super barato, pois quase não tenho mais gastos com absorventes, protetores diários, e remédios para cólica.
  • Saúde: o fato de tirar a pílula, acredito que tive um ganho de saúde, pois pelo menos um hormônio parou de circular na minha corrente sanguínea, e reduzi muito o uso de anti-inflamatórios;
  • Colocação: é colocado no útero pelo seu médico ginecologista em uma consulta de rotina e você volta para casa logo após o procedimento, senti uma dor absurda, mas foi uma dor rápida! Algumas mulheres precisam de anestesia local para a inserção, ainda bem que este não foi o meu caso. Senti uma dor forte, mas foi rápida. Tomei remédio pra dor antes e depois de colocar, cheguei em casa, dormi um pouco e acordei praticamente sem dor.

Não estou aqui recomendando método contraceptivo pra ninguém, estou relatando os motivos que me levaram a escolher este método. Cada mulher tem que conhecer o seu corpo e analisar as suas opções para fazer uma escolha bem feita. Converse com seu médico, procure mulheres que tiveram experiências boas e ruins com cada método, se informe. Informação é tudo! Tenha sempre em mente que cada método tem suas vantagens e desvantagens, cada você analisar todos os prós e contras e sempre conversar com o seu médico. Temos experiencia com um ou outro método, mas o médico estudou pra isso e tem o conhecimento técnico das ações dos anticoncepcionais no organismo.

Então, feliz e contente com a minha decisão de colocar o DIU, fiquei despreocupada com cólica, menstruação e gestação! Lembrando que se você quer ter mais certeza quanto ao método para não engravidar, o ideal é combinar dois métodos, camisinha + anticoncepcional. Ah, e DIU é apenas um método contraceptivo, não impede Doenças Sexualmente Transmissíveis, então esteja sempre atenta ao seu parceiro e de preferência opte pela camisinha em todas as relações sexuais – Este é o conselho de todos os ginecologistas e acho válido levar em consideração!

Depois do método contraceptivo inserido com sucesso, foi a vez de preparar o corpo para futuramente receber uma gestação. Aguarde o próximo post que estará disponível na próxima terça!

 

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