Higiene natural: mães decidem não colocar fraldas nos bebês

Quando comecei a pesquisar sobre a maternidade achei este tópico bem interessante: conhecer os sinais do bebe para saber em que momento ele faz as suas necessidades. E fiquei pensando nos bebes que já passaram pelo meu caminho: em sua grande maioria, a mãe sabe quando o filho está querendo fazer xixi ou coco. É comum ouvir: tá com cara de quem vai fazer coco. Sendo assim, comecei a imaginar o quão desconfortável deve ser fazer coco em uma fralda, aquela coisa saindo e espalhando no seu bumbum, fazer xixi e ficar úmido ou até mesmo molhado, dependendo da qualidade da fralda. É achei bem higiênico este método.

Abaixo tem uma reportagem extraída do site R7 que explica o funcionamento do método.

“A quantidade de fraldas descartáveis que o bebê vai usar é uma das preocupações dos pais na hora do enxoval. Mas, para algumas famílias, esta passa longe de ser uma questão no momento da chegada do novo membro. Adeptas da higiene natural, elas optam por deixar os bebês à vontade e sem a fralda, e levá-los ao banheiro quando necessário.

Pode parecer estranho, mas não se trata de ensinar um recém-nascido a reconhecer e controlar a vontade de fazer xixi e cocô. O sucesso da higiene natural depende inteiramente da percepção e do empenho dos cuidadores do bebê.

Fernanda Paz é consultora do método e o utilizou com a filha, Serena. Para que desse certo, ela aprendeu a observar os sinais de evacuação do bebê.

— Estes sinais são únicos. Cada bebê tem o seu e conforme a família vai praticando o método, eles vão desenvolvendo a própria maneira de se comunicar. Mas é claro que existem os sinais universais, como a velha carinha de cocô e a forcinha.

De acordo com Fernanda, a questão é simples, pois o bebê dá mesmo esses indícios de que quer fazer algo. Ao perceber que ele está prestes a fazer xixi ou cocô, os cuidadores devem segurá-lo no colo e posicionar sobre o vaso sanitário, penico ou qualquer recipiente apropriado. Em seguida, basta limpar a criança e vesti-la novamente.

A consultora afirma que o assunto ainda é tabu entre muita gente, mas que cada vez mais famílias adotam o método.

— As vantagens são, além da economia para os pais, que passam a gastar muito menos com fraldas, mais bem estar para o bebê, que não é obrigado a evacuar em si mesmo, nem a ficar em contato com as próprias fezes e urina. Isso evita assaduras, dermatites, alergias e fungos.

Fernanda ressalta também a responsabilidade ambiental dos pais, já que a fralda descartável leva pelo menos quatro séculos para se decompor na natureza, enquanto a de pano gasta muitos litros de água para ficar limpa. Além disso, a consultora afirma que o método ajuda a regular o intestino do bebê.

A empresária Ana Paula Delgado adotou a higiene natural com a filha, Cristal, pouco depois do nascimento dela. Quando Cristal era recém-nascida, a mãe não sentiu segurança para colocá-la próxima ao vaso sanitário para fazer as necessidades por ser ainda muito pequena, mas quando a bebê tinha aproximadamente três meses, Ana Paula começou a tentar.

— Eu coloquei esse objetivo para mim como algo muito natural, achava que não poderia ser um motivo de preocupação ou de estresse, tinha que ser legal. E eu simplesmente me permiti. Então o processo de adaptação foi normal, foi natural, eu não forçava situações, eu sentia os meus limites.

Ela evitou começar a higiene natural no inverno para não deixar a filha sem calça no frio, e não tirou as fraldas da bebê de uma hora para a outra. O processo aconteceu de maneira gradativa, e quando Ana sentia que havia o risco de perder os sinais de xixi e cocô da filha, como em um passeio na rua ou recebendo visitas em casa, colocava fralda de pano. Nos momentos em que estava muito cansada ou cheia de preocupações, também preferia deixar Cristal de fralda a ter mais esse assunto para cuidar.”

Por: Nathalia Ilovatte, do R7

 Entenda o método

Para que possamos entender melhor as vantagens e limitações da prática, vamos fazer algumas considerações a respeito dessa abordagem.

O mais importante é aprender a observar o bebê, pelo menos meia hora por dia, deixando-o sem roupa, deitado sobre uma toalha, enquanto tenta captar sinais que ele pode transmitir antes de fazer xixi ou coco. Esses sinais podem ser: mudar de estar calmo a agitado (quando nos braços), ficar quieto e com olhar fixo ou soltar pum (quando quer fazer cocô), fazer uma careta, respirar mais fundo ou bocejar, estremecer, se contorcer, empurrar com as pernas, espernear.

Após essa fase que é só de observação, a qualquer momento que você identificar uma eliminação, faça um “som chave” (psssss, shhhhh, brrrr) ou diga xixi, para que, com o tempo, ele associe o som ao ato e que consiga relaxar quando for levado ao penico.

Uma forma para ter sucesso é aproveitar logo que o bebê acordar, tirar as fraldas dele e colocá-lo no pinico ou no balde (equipamentos recomendados), fazendo o “som chave”. Ou então, logo após a mamada, retirar a fralda e segurar o bebê sobre o pinico ou balde para uma evacuação.

E ai? O que vocês acharam do método? Usam ou pensam em usar nos bebes de vocês? Aqui tem um troninho lindo para os pequenos